Como escolhi minha Carreira

Quando eu comecei o blog mencionei que eu trabalhava em uma área de poucas mulheres. E hoje estou aqui para falar um pouco mais sobre o assunto.
Com o feminismo, as mulheres foram ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho e nas mais diversas áreas. Porém, ainda hoje, se ouve muito falar em “serviço de mulherzinha”.
Digamos, que ver mulheres em certas profissões, como por exemplo, motorista de ônibus foi um choque para a cultura machista.
Sim, as mulheres já estão dominando o mundo, mas tudo isso aos poucos.
Eu estou cursando Engenharia da Computação em uma sala em que eu sou a única mulher. E mesmo em turmas maiores, as mulheres não representam nem 10% dos alunos.
Hoje trabalho como Analista de Redes para uma grande empresa de telecomunicações brasileira, mas durante três anos trabalhei para uma multinacional americana, dos quais, quase dois anos trabalhei no terceiro turno, e sempre fui a única mulher. E hoje, trabalhando durante o dia, posso afirmar que menos de 10% dos funcionários voltados para área de TI são mulheres.
Bem, como eu escolhi essa carreira é uma longa história.
Tudo começou no ensino médio, onde quanto mais próximo do final do curso mais pressionado para escolher o que quer fazer da vida você é. Nessa época eu gostava de humanas, minhas redações sempre participavam de concursos e todo mundo dizia que eu “levava jeito” para a área.
Pensei em fazer psicologia, mas no meio do caminho surgiu uma paixão por medicina e achei ter descoberto o que queria fazer.
Descobri que não queria medicina quando comecei à estudar inglês e descobri minha paixão pelo mundo lá fora. Queria viajar! Decidi fazer Relações Internacionais, um curso novo. Consegui bolsa em São Paulo, dois semestres consecultivos e não fui. No primeiro porque meu pai me achava muito nova para morar sozinha, no segundo porque tive medo de morar sozinha.
Resolvi tentar a sorte novamente, mas dessa vez para uma área que eu jamais tinha imaginado… EXATAS!
Consegui bolsa para Ciência da Computação, fiquei feliz. Comecei a pesquisar sobre o curso, sobre tudo o que abrangia, e acreditei ter certeza do que eu queria. E mais uma vez não deu certo. Dessa vez por não ter formado turma para o curso.
A faculdade me ofereceu algumas opções como: ADM, Publicidade e Direito. Não tive interesse em nenhum dos cursos, e quando pensava que iria fica mais um semestre em casa me decidindo, eis que surge uma vaga para Engenharia da Computação.
Nunca havia me imaginado engenheira, mas decidi aceitar e então começar a tão sonhada faculdade.
Hoje, eu vejo que tomei a decisão certa, no tempo certo. Não consigo ver minha vida como uma médica agora, ou como seria a minha carreira formada em Relações Internacionais.
Cai de paraquedas nessa área, e hoje sou apaixonada por ela.

Women-in-Tech

Espero que tenham gostado da minha história.

Beijos e até o próximo post!

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3 comentários

  1. fiamavsa · setembro 29, 2014

    O importante é sempre fazer o que gosta!
    =D
    beijos
    http://fiamavsa.wordpress.com/

  2. Fê R. de Souza · setembro 29, 2014

    Conta pra gente um pouco mais da carreira! :*

  3. kennyfabricions · setembro 30, 2014

    Muito bom! Quando fazemos o que gostamos td fica mais fácil

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